O amor é democrático por assim dizer, porque é baseado nos
princípios da liberdade humana, e não admite a tirania. Portanto, a principal
prova de amor que você pode dar a uma pessoa é não atentar contra a sua
liberdade, pois, se até Deus concedeu o livre arbítrio para o ser humano, quem
somos nós para tirá-lo de alguém?
No entanto, essa violência é mais comum do que se possa
imaginar. Está nas relações entre pais e filhos (não necessariamente nessa
ordem), entre irmãos, entre colegas e, principalmente, entre casais em qualquer
nível de comprometimento (namorados, noivos ou convivendo sob o mesmo teto).
A dominação deriva do egoísmo de uma pessoa que não admite
opiniões divergentes das suas, que subjuga quem está próximo de si e o submete
aos seus desejos. Esse tipo de repressão enfeia a pessoa que o pratica e sufoca
suas vítimas, matando aos poucos o sentimento que as une.
Não dar espaço e liberdade às pessoas, principalmente
àquelas que julgamos amar, é uma falta de respeito com os seus semelhantes, de
egocentrismo e de desamor.
O resultado disso é que, com o tempo, a afeição e o respeito
que as pessoas afetadas sentem pelo dominador vão desaparecendo, cedendo lugar
à revolta, à raiva e as vezes até ao ódio, deflagrando uma sensação sufocante
que leva a uma busca desesperada pela liberdade.
As vezes o dominador pensa estar fazendo o bem. Não se
apercebe do mal que faz a quem quer fazer o bem, e a si próprio. Há casos em
que o dominador não admite o problema, mesmo quando é alertado sobre a
situação, e resiste à possibilidade de consultar um especialista para procurar
ajuda.
Pense bem, a melhor escolha é aquela que leva em
consideração a opinião de todos os interessados na decisão.
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