sábado, 31 de janeiro de 2026
Cidadania ativa: Como a sociedade civil pode fazer a diferença (e evitar erros comuns)
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
O colapso do espaço urbano: Por que Belém precisa de um Sistema de Estacionamento Inteligente?
A Região Metropolitana de Belém (RMB) caminha para um gargalo de mobilidade que exige mais do que simples obras de asfalto; exige gestão tecnológica e coragem política. Dados recentes do Detran-PA mostram que a frota do Estado fechou 2025 com expressivas 2,98 milhões de unidades. Desse total, quase 700 mil veículos circulam apenas na capital e arredores, com um crescimento anual de 6,7%.
O fenômeno é claro: houve uma migração em massa. Se há 15 anos os ônibus transportavam 1,2 milhão de passageiros diariamente na RMB, hoje esse número caiu para 850 mil. A população não diminuiu; ela apenas trocou o transporte coletivo pelo individual. Atualmente, automóveis e motos compõem mais de 90% da frota, geralmente transportando apenas uma pessoa: o condutor.
O DESAFIO DO CENTRO HISTÓRICO E ADMINISTRATIVO
Belém concentra a geração de empregos e serviços no setor terciário em suas áreas centrais. Contudo, o que vemos é uma escassez crítica de vagas. Em áreas onde funcionam órgãos como o Ministério Público, a ALEPA e o Tribunal de Justiça, a oferta de estacionamentos privados não supre sequer 5% da demanda.
O resultado? O espaço público acaba sendo "privatizado" de forma desordenada. Um veículo que estaciona às 7h e só sai às 17h retira a rotatividade necessária para o comércio e serviços. É nesse cenário que surge uma proposta técnica e viável, defendida pelo psicólogo Carlos Valente, especialista em Psicologia do Trânsito.
A SOLUÇÃO: TECNOLOGIA E INCLUSÃO SOCIAL
A proposta do Blog Fique Atento, endossada por especialistas, sugere a conversão de imóveis abandonados e terrenos baldios em estacionamentos públicos e áreas de convivência. Mas o projeto vai além da infraestrutura física.
Um estudo detalhado, idealizado originalmente em 2020 por Carlos Valente, prevê a criação de cerca de 8 mil vagas regulamentadas via licitação. O modelo, inspirado em Smart Cities (Cidades Inteligentes), utilizaria:
1 - MONITORAMENTO DIGITAL: Integração com Google Maps para visualização de vagas livres em tempo real.
2 - RESERVA VIA APLICATIVO: O motorista reserva a vaga, paga digitalmente e o totem físico no local sinaliza a ocupação.
3 - ROTATIVIDADE: O sistema impede que uma única pessoa ocupe a via pública o dia inteiro sem a devida contrapartida.
BRAÇO SOCIAL
O fator humano: Transformando o "flanelinha" em agente de gestão
Um dos pontos mais inovadores do projeto é o braço social. Em vez de marginalizar os guardadores de carro (os "flanelinhas"), a empresa licitada os absorveria para atuar na gestão e fiscalização, vinculados a uma associação específica. Eles deixariam de manusear dinheiro direto dos motoristas — o que aumenta a segurança — e passariam a integrar um sistema formal de trabalho.
POR QUE O PROJETO AINDA NÃO SAIU DO PAPEL?
Apesar de não gerar custos para o Município e ainda prever o repasse de um percentual da arrecadação para a Prefeitura, barreiras políticas e a resistência de grupos que controlam as ruas de forma informal impediram o avanço em gestões anteriores.
Em cidades como Curitiba e São Paulo, modelos de "Zona Azul Digital" já provaram que a organização do estacionamento reduz o trânsito em fila dupla e melhora a fluidez nas vias arteriais. Belém, com seu trânsito classificado como caótico, não pode mais ignorar a lógica da engenharia de tráfego moderna.
A pergunta que fica para os gestores da capital é: continuaremos assistindo ao colapso das vias ou daremos o passo em direção à modernização necessária?
NOTA DO BLOG: O Fique Atento continua aberto ao debate e convida as autoridades de mobilidade e trânsito a apresentarem seus planos para o enfrentamento deste gargalo urbano.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Um olhar necessário sobre a causa animal em Belém
POR WILLIAM SILVA
Belém tem dado passos importantes no reconhecimento do direito dos animais. É inegável e louvável o esforço da Prefeitura de Belém, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do recém-fortalecido Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais (DPDA). A criação de políticas públicas voltadas à proteção e o funcionamento de equipamentos como o Hospital Veterinário Municipal Dr. Vahia são marcos que merecem aplausos.
Contudo, ao observarmos o cenário das nossas ruas, fica claro que o desafio ainda é monumental. Atualmente, o recolhimento de cães e gatos em vias públicas funciona de forma seletiva: atende-se quase exclusivamente animais envolvidos em agressões ou em estado terminal após atropelamentos.
Embora esse atendimento seja vital, ele ataca apenas o sintoma, não a doença. É, em termos práticos, como "enxugar gelo". Enquanto o controle for apenas reativo, as ruas continuarão sendo palco de reprodução descontrolada, fome e sofrimento.
MAIS QUE HUMANIDADE: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA
Cuidar dos animais de rua não é apenas um ato de compaixão; é um dever legal e uma necessidade sanitária. A Lei Municipal nº 638, de 17 de setembro de 2018, é clara ao determinar a responsabilidade do Poder Executivo Municipal nesse campo. O controle de zoonoses e a segurança no trânsito (evitando atropelamentos que também vitimam humanos) dependem diretamente de uma gestão proativa da população animal.
NOSSA PROPOSTA: UM PACTO PELA PROTEÇÃO REAL
Para avançarmos, o blog Fique Atento sugere que a Prefeitura de Belém reforce sua infraestrutura para uma ação proativa e constante, baseada em três pilares fundamentais:
RECOLHIMENTO ATIVO E SISTEMATIZADO: Que o recolhimento de animais sem tutor (identificados pela ausência de coleira) seja uma rotina e não apenas uma resposta a tragédias.
FLUXO DE CUIDADO E CASTRAÇÃO: Uma vez recolhidos, esses animais devem ser encaminhados à Clínica Veterinária Municipal ou ao Hospital Dr. Vahia para tratamento imediato e, crucialmente, a castração, interrompendo o ciclo de abandono.
CONVÊNIOS ESTRUTURANTES COM ONGs: As instituições e protetores independentes, que hoje já sobrecarregam seus orçamentos para suprir a ausência de uma ajuda maior por parte do Poder Público, precisam de apoio formal. Propomos convênios que garantam o fornecimento de ração e aporte financeiro para a contratação de cuidadores, transformando esses abrigos em lares temporários dignos até a adoção definitiva.
INVESTIMENTO COM RETORNO GARANTIDO
À primeira vista, pode parecer um aumento de despesa. No entanto, a lógica econômica da gestão pública prova o contrário: a longo prazo, com a redução da proliferação de animais nas ruas, os custos com controle de doenças, acidentes de trânsito e até o volume de ração e cuidadores tendem a diminuir drasticamente. É o que chamamos de investimento em eficiência.
Belém tem a oportunidade de ser referência no Norte do Brasil em direitos animais. O DPDA tem a missão técnica; a prefeitura tem o dever legal. Falta agora o passo decisivo para que nenhum cão ou gato precise enfrentar, sozinho e sem amparo, as intempéries das nossas ruas.
Afinal, uma cidade que cuida dos seus animais é uma cidade que respeita a vida em todas as suas formas.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Estacionamentos públicos e revitalização urbana: Uma solução multifacetada para nossas cidades
POR WILLIAM SILVA
Nossas cidades crescem, e com elas, a frota de veículos. No centro urbano, a busca por uma vaga para estacionar tornou-se um desafio diário, gerando estresse, congestionamentos e infrações de trânsito. Paralelamente, encontramos em diversos bairros, especialmente nas áreas mais movimentadas, um cenário desolador: terrenos baldios e imóveis abandonados, que se transformam em depósitos de lixo, focos de doenças e elementos de degradação urbana. Mas e se pudéssemos transformar esses problemas em soluções integradas?
A proposta é simples e audaciosa: o Poder Público Municipal poderia converter imóveis em situação de abandono, principalmente terrenos baldios, em estacionamentos públicos, praças, bosques ou academias ao ar livre.
O PONTO DE PARTIDA: IDENTIFICAÇÃO E REGULARIZAÇÃO
O primeiro passo seria um levantamento criterioso dos imóveis em situação de abandono, verificando não apenas o estado de degradação, mas também a situação fiscal, especialmente o débito de IPTU. A legislação brasileira, por meio da desapropriação por interesse social ou por dívida ativa, já oferece mecanismos para que o poder público possa adquirir esses bens e dar-lhes uma função social. Diversos municípios já utilizam a desapropriação como ferramenta de planejamento urbano, e a jurisprudência é favorável a iniciativas que visem o bem-estar coletivo.
ESTACIONAMENTOS PÚBLICOS: MAIS DO QUE VAGAS
No caso específico dos estacionamentos públicos, as vantagens se multiplicam. Além de suprir a crescente demanda por vagas, a iniciativa contribuiria significativamente para a organização do trânsito, reduzindo o estacionamento irregular sobre calçadas e em fila dupla, que tanto prejudicam a mobilidade de pedestres e veículos.
Mas a visão vai além: seria uma oportunidade de humanizar a gestão desses espaços. A Prefeitura poderia implementar um sistema de cobrança justo, mas, principalmente, poderia criar uma ponte para a formalização dos "flanelinhas". Através da criação de cooperativas ou associações que os representem, esses trabalhadores poderiam ter acesso a direitos previdenciários e capacitação, transformando uma atividade informal em uma fonte de renda digna e regulamentada. Exemplos de programas de inclusão social em estacionamentos já existem em cidades como Curitiba (PR), com a gestão da Zona Azul, e em modelos europeus que valorizam a inserção social.
BENEFÍCIOS MULTIFACETADOS PARA A CIDADE
A implementação dessa proposta traria uma série de benefícios:
1 - REVITALIZAÇÃO URBANA: Terrenos baldios e imóveis abandonados, antes focos de lixo e vetores de doenças, seriam transformados em espaços úteis e bem cuidados, contribuindo para a estética e a segurança da cidade.
2 - MELHORIA DA SAÚDE PÚBLICA: A eliminação desses focos de descarte irregular de lixo reduz a proliferação de ratos, insetos e, consequentemente, de doenças como a dengue.
3 - GERAÇÃO DE RENDA E INCLUSÃO SOCIAL: A formalização dos "flanelinhas" criaria empregos dignos, garantindo direitos e promovendo a inclusão de uma parcela da população em situação de vulnerabilidade.
4 - AUMENTO DA ARRECADAÇÃO: Além da cobrança dos estacionamentos, a regularização dos imóveis, sob a ameaça de desapropriação, estimularia os proprietários a quitarem seus impostos, aumentando a arrecadação municipal.
5 - ESTÍMULO À RESPONSABILIDADE SOCIAL DO PROPRIETÁRIO: A possibilidade de perder o imóvel por abandono ou dívida certamente despertaria a atenção dos proprietários negligentes, incentivando-os a manter seus bens em ordem e em conformidade com o Código de Postura do Município.
VIABILIDADE LEGAL E EXEMPLOS INSPIRADORES
Do ponto de vista legal, a proposta é plenamente viável. A Constituição Federal e o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) preveem a função social da propriedade e permitem a desapropriação por interesse social. Além disso, a Lei nº 13.465/2017, que trata da regularização fundiária urbana, também oferece instrumentos para o combate ao abandono de imóveis.
No Brasil, diversas cidades já implementaram soluções criativas para a questão do estacionamento e da revitalização urbana. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte possuem programas de gestão de estacionamentos que buscam otimizar o uso do espaço público. No exterior, exemplos como a requalificação urbana de Barcelona, que transformou áreas degradadas em espaços de convivência e mobilidade, e as iniciativas de Londres para a gestão inteligente de estacionamentos, demonstram a eficácia de abordagens integradas.
Transformar terrenos baldios em estacionamentos públicos, praças ou áreas de lazer é mais do que uma questão de mobilidade; é um investimento no futuro da cidade, na qualidade de vida de seus cidadãos e na promoção de um desenvolvimento urbano mais justo e sustentável. É hora de o Poder Público Municipal abraçar essa visão e construir cidades mais organizadas, inclusivas e saudáveis.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
A estética da virtude: por que parecer forte importa tanto quanto ser forte
Ray Personal Trainer*
Hoje em dia virou modismo dizer que “não importa a aparência, importa o que está por dentro”. Uma frase que soa bonita, mas esconde uma armadilha é que antes de qualquer palavra, quem fala é o corpo. Como definiu Nietzsche: “O corpo é o primeiro testemunho da alma.” Essa forma da espécie humana mostra se você tem disciplina ou não. Se você encara o desconforto ou se foge dele. Se você está pronto para se proteger, prover e liderar ou se vai precisar que alguém faça isso por você.
Por essa razão parecer forte importa sim, porque o corpo é o sinal mais claro das escolhas que você faz todos os dias. O corpo de fato é o reflexo das virtudes. A própria Bíblia, em Coríntios 6:19, diz que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Por isso, cuidar dele é uma obrigação diuturnamente. Na Grécia Antiga, força e caráter caminhavam juntos. Não existia essa cisão moderna entre corpo e espírito. Para Aristóteles, virtude é hábito. Hábito é repetição e ela deixa marcas no corpo.
Hoje, a ciência confirma o que os antigos já entendiam. Pesquisas de Aaron Sell, publicadas na revista científica Proceedings of the Royal Society B, mostram que homens fisicamente mais fortes são vistos como mais aptos a liderar em momentos de conflito. E estudos realizados na Noruega apontam que a musculatura do tronco se conecta diretamente com o status social percebido, mesmo quando a roupa, a linguagem e contexto são iguais. A conclusão prática e direta é a de que o mundo lê seu corpo antes de te ouvir.
A cultura pós-moderna também pode estar enganando você. Hoje em dia, tentam convencer todos de que se aceitar fraco é autocuidado, que disciplina é opressão e se esforçar pelo corpo é futilidade. Mas eu lhe pergunto: Quem ganha quando um homem perde a própria força? Certamente não é ele, sua família ou seu País. A Organização Mundial de Saúde (OMS) mostrou que 60% dos adultos brasileiros estão acima do peso e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que isso custa mais de R$ 36 bilhões por ano ao Brasil. Fraqueza nunca é gratuita e alguém sempre paga em dinheiro, saúde ou dignidade.
Na realidade a força visível é respeito imediato. Você pode ser inteligente, competente e gente boa, mas se o seu corpo não mostra isso muita gente nunca vai notar. A percepção também é rápida porque em 0,1 segundo seu cérebro já decidiu se aquele homem é líder ou liderado.
A Universidade da Califórnia mostrou que indivíduos fortes se candidatam mais à liderança e são escolhidos mais vezes. A Universidade de Chicago, por sua vez, identificou que pessoas com boa forma física ganham melhor e ocupam mais posições de comando. E a Harvard Business Review, a revista acadêmica da Universidade de Harvard, informou que pessoas ativas têm 125% mais energia e engajamento. Vale destacar ainda que isso não tem nada a ver com preconceito, como podem pensar, mas sim com biologia, instinto e sobrevivência.
Um corpo forte comunica capacidade. Quando ele cresce, a mente cresce junto. A força física não existe sozinha, ela arrasta juntamente a força mental. Uma meta-análise (método estatístico) publicada na Sports Medicine registrou mais de 20% na redução de sintomas de depressão com a prática da musculação. Estudos na área hormonal mostram que o treino de força aumenta o hormônio testosterona, que está diretamente ligado à motivação e assertividade. E a publicação científica JAMA Psychiatry explicou que homens ativos têm metade do risco de depressão ao longo da vida.
Você já deve ter percebido se for praticante de atividades físicas. Naquele dia que você treina, você anda diferente, o mundo te olha diferente e você enxerga a si mesmo de outra forma. Músculo não é apenas vaidade, é também construção de autoestima. A fraqueza, por outro lado, adoece o indivíduo e até uma população inteira. Os corpos fracos geram uma sociedade fraca. Se o homem não consegue carregar o próprio peso, quem vai carregar os problemas da casa, sustentar a família ou lutará pela liberdade? A força é um dever cívico e a fraqueza é um risco político. Aqueles povos que negligenciam o corpo acabam dependentes de quem não negligenciou.
A estética não é superficial como muitos podem pensar. Ela mostra também o que está por dentro. Quando você apresenta um corpo forte, o mundo entende: “Eu suporto o peso que é meu.” O físico diz o que a boca não precisa dizer, isto é, que você tem disciplina, honra seus compromissos e não foge da luta. Uma pessoa forte não precisa provar sua força o tempo todo, ela fica evidente. Portanto, seja forte e pareça forte. A nossa imagem importa, porque a virtude deve ser visível. A estética é o cartão de visitas da sua moral.
De todas as mentiras modernas, a mais perigosa é defender que cuidar do corpo é só estética ou vaidade pessoal. Ao meu ver, cuidar do corpo é tomar conta do que há de mais fundamental na sua existência: sua própria vida, s família e sua missão no planeta. Então treine, coma bem e durma o necessário.
Cuide de si com a seriedade de quem sabe o que está em jogo. Não é sobre ter uma barriga tanquinho. É sobre ter primazia, tornar-se capaz ou sobre ser aquele sujeito que está pronto para carregar o que precisa ser carregado. Seja forte e pareça forte e reflita sempre sobre a estética da virtude.
*Ray Personal Trainer, é o idealizador do movimento Matilha – um chamado para homens que se recusam a viver fracos no corpo, na mente e no espírito.
domingo, 18 de maio de 2025
Passo Incerto: a poesia como ato de coragem
A trajetória de um poeta é, muitas vezes, tecida por experiências marcantes e desafios superados. No caso do escritor e jornalista de origem indígena William Silva, sua caminhada foi moldada pela introspecção e pela luta contra adversidades desde a infância.
Nascido com ptose (condição da queda da pálpebra superior), enfrentou o bullying desde cedo, vivenciando uma jornada de autodescoberta que culminou na expressão poética. Com formação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA), construiu uma carreira como repórter, editor e chefe de reportagem em diversos veículos de comunicação em Belém.
Paralelamente, desenvolveu sua produção literária, participando do Salão de Poesia, organizado pelo poeta Ruy Godinho no final dos anos 1970. O reconhecimento veio com o lançamento do livro alternativo Sangria, um projeto inovador que inspirou a criação do coletivo Fundo de Gaveta, possibilitando que diversos poetas publicassem seus trabalhos entre 1981 e 1983.
Agora, ele vive um novo capítulo em sua jornada literária com o lançamento de Passo Incerto, sua primeira obra solo. O livro, dividido entre poemas escritos na adolescência e na fase adulta, reflete sobre a identidade, a passagem do tempo e a busca pela verdade na vastidão da alma humana.
Para o autor, a publicação representa um ato de coragem, uma vez que expõe sua essência e vivências mais profundas ao público.
O processo de escrita de Passo Incerto foi longo e permeado por desafios. Ao longo dos anos, a exigência da vida profissional o afastou da produção literária, mas ele nunca desistiu.
Aos poucos, reuniu poemas que resistiram ao tempo e encontrou no apoio de sua esposa, Leide Silva, e de amigos como Vera Brasil, Marcelina Sanches e Rachel Machado, a motivação necessária para concretizar seu sonho. A parceria com a editora Autografia foi essencial para a publicação da obra, incluindo a colaboração do autor na concepção da capa, fotografada por ele mesmo e desenvolvida junto à designer Juliana Dantas.
Publicar um livro sempre foi um desejo, mas sem grandes expectativas além da satisfação pessoal. Ele comenta, citando o poeta cubano José Martí, que cunhou a frase, “Há três coisas que todos deveriam fazer na vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”, que cumpre agora essa máxima de vida. Com cinco filhos e mais de cinco árvores plantadas, ele agora realiza o último item dessa lista, registrando sua existência e compartilhando sua visão de mundo por meio da poesia.
Para os leitores, deixa um convite: “Exercitem o pensamento crítico, a sensibilidade e o amor ao próximo, promovendo a inteligência em favor da justiça social. Passo Incerto é, antes de tudo, um chamado para refletir sobre a condição humana e a beleza que existe na fragilidade da existência.”
Texto de Laryssa Gomes, publicaado no blog da Editora Autografia
O livro Passo Incerto está à venda na loja online da Editora Autografia. Adquira o seu exemplar clicando aqui!
segunda-feira, 5 de maio de 2025
5 estratégias infalíveis para acordos de sucesso
Um dos maiores nomes da negociação no Brasil, Marcus Coelho, compartilha seus conhecimentos sobre comunicação eficaz para o sucesso nos negócios.
Para alcançar acordos vantajosos e duradouros, aplicar estratégias assertivas é fundamental. O especialista Marcus Coelho enfatiza que "a preparação e a adaptabilidade são suas maiores aliadas em qualquer negociação". Ele destaca que o ponto de partida é sempre entender com quem se está negociando: "É preciso analisar cuidadosamente e traçar um perfil de quem está na negociação. Sem este perfil é praticamente impossível avançar. Afinal, com quem você está falando? Funciona como uma pesquisa de público alvo".
Confira as principais dicas de Marcus Coelho para uma negociação bem-sucedida:
Conheça o Interlocutor: Antes de tudo, busque compreender as necessidades, interesses e possíveis objeções da outra parte. "Essa compreensão permite adaptar a sua abordagem e construir argumentos mais persuasivos", explica Marcus.
Estabeleça Objetivos Claros: Defina metas precisas, mensuráveis e realistas para a negociação. "Saber exatamente o que se deseja alcançar orienta suas ações e facilita a tomada de decisões durante o processo", garante o advogado.
Comunique-se de Forma Eficaz: Utilize uma linguagem adequada, pratique a escuta ativa e atente-se à comunicação não verbal. "Uma boa comunicação constrói confiança e facilita a resolução de impasses", afirma o especialista.
Seja Flexível e Criativo: Esteja pronto para ajustar sua estratégia, propor alternativas e buscar soluções inovadoras que atendam aos interesses de ambos os lados. "Nem sempre uma negociação seguirá o caminho que planejou", complementa Marcus.





