terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Independência financeira é saudável para o relacionamento


A chegada do ano novo é uma ótima oportunidade para fazer ajustes na vida. Refletir sobre o que se tem feito de positivo e negativo, e o que precisa ser melhorado para dar maior satisfação de viver. E um dos aspectos mais relevantes na existência do ser humano é o trabalho. Não há mais lugar no mundo atual e real para existências e relacionamentos baseados em contos de fadas, em que, por um motivo qualquer, um ser humano é responsável pela sobrevivência de outro, satisfazendo, inclusive seus caprichos, como se obrigado fosse.

Esse tipo de relacionamento em que há dependência principalmente econômica de uma das partes (homem ou mulher), não é saudável para ninguém. Evidente que isso não se aplica à relação de pais e filhos menores de idade, que, no entanto, desde cedo já devem ser preparados e estimulados a serem auto suficientes. Também podem ficar de fora dessa nova dinâmica de vida em sociedade os relacionamentos de pessoas idosas, pré-estabelecidos dentro de um outro contexto social e perfeitamente ajustados aos tempos atuais. Entretanto, não raras vezes, são alcançados pelas cobranças dos tempos modernos.

A dependência econômica de um dos membros do casal prejudica o relacionamento na medida em que não há sintonia de afinidades como gosto musical e gastronômico, por exemplo. Quando isso ocorre e não há maturidade para se estabelecer um equilíbrio no sentido de entender que é necessário que ambos cedam um pouco para haver harmonia ou um relacionamento menos traumático, fatalmente haverá a separação, a não ser que uma das partes se anule para satisfazer a outra, mas certamente não será feliz.

Esse é um dos motivos da importância dos dois parceiros terem independência financeira, pois garante autonomia de agir e pensar e maior probabilidade de um amor duradouro. Além de fazer com que a pessoa seja respeitada pelo que produz, o trabalho gera satisfação pessoal através da sensação de realização e crescimento intelectual e moral.

O medo pode ser um aliado, mas precisa ser controlado



Medo de viajar de avião ou de navio; medo de sofrer em um relacionamento amoroso; medo de não dar certo uma transação comercial; medo de escuro ou de forças ocultas; de ser assaltado ou simplesmente de sapo ou barata. É impressionante a quantidade e os tipos de medo que nos afligem e acabam por alterar nossas decisões e, não raras vezes, nos prejudicar.
É claro que há também os casos em que estamos determinados a fazer alguma coisa e aí chega a dúvida, trazida pelas mãos do medo e voltamos atrás. E qual não é a nossa surpresa quando constatamos que aquele medo nos salvou de entrar em uma enrascada.
Longe de ser um sinal de covardia, o medo é um alerta de que estamos correndo risco. É uma espécie de sexto sentido, de intuição, que devemos aprender a administrar , analisar sob a ótica da razão, pesar os prós e contras e tomar a decisão mais adequada à circunstância. O importante é não ter vergonha ou medo de sentir medo, pois o medo faz parte dos nossos mecanismos de autopreservação.
Geralmente o medo se manifesta diante de situações desconhecidas para nós, em que se manifesta o receio de errar e sofrer as consequências da decisão tomada, ou diante de situações cujas lembranças estão registradas no banco de dados da memória e que são consideradas perigosas, dando início assim a um processo de sofrimento por antecipação. Quando ocorrem essas duas situações, é imprescindível manter o autocontrole, a razão, para que o medo não se transforme em pânico e você fique refém da situação.
Quando isso ocorre, esse mecanismo de autodefesa pode virar um mecanismo perigoso para o ser humano. Por isso, é preciso estar consciente de que sentir medo é normal, mas ele deve sempre estar acompanhado da razão e da coragem, para que os obstáculos sejam superados com segurança.

A vaidade fere a alma e a inteligência




Aparentemente não há nada de errado em se destacar diante dos outros, seja por seus dotes naturais como a beleza, aptidão para esportes e inteligência, ou ainda através de jóias, roupas, carro ou o local onde moramos, mas é preciso ficar atento para que essa "necessidade" não cresça de forma exagerada e muitas vezes desapercebida. Há casos em que isso ocorre de tal maneira que o vaidoso compulsivo não se dá conta do papel ridículo que faz diante dos outros.
A vaidade é um sentimento que pode levar o ser humano a uma zona perigosa e quase sempre conduz à solidão. Ela é invasora, dominante e se não for controlada pode operar uma transformação deformando a essência de uma pessoa. A vaidade é um precursor que traz consigo o egoísmo, a inveja, a discórdia, a calúnia, a injúria, a difamação, o ódio e até mesmo a morte.
Especialistas consideram que a vaidade faz parte do nosso instinto sexual, pois nos sentimos excitados quando chamamos a atenção dos outros. Afirmam que em uma etapa posterior faz parte dos nossos processos psíquicos, posto que culturalmente admiramos e valorizamos as pessoas por sua inteligência, por sua capacidade de produção e criação, por sua beleza ou por seu dinheiro e posses, esquecendo-nos de valorizar o ser humano, independente de seus defeitos e virtudes, dentro da ótica cristã.
Progredir profissional, social e intelectualmente, de forma saudável, faz parte da vida de cada um de nós e é um processo normal, mas é preciso evitar a competição desleal, cujos efeitos nocivos, ao fim de tudo, atingem a todos.
O gosto pelo prazer de aprender não deve ser desvirtuado pela vaidade, a partir do sentimento de superioridade, com o intuito de humilhar os outros.
O mais belo da riqueza intelectual é a humildade e a atitude nobre de compartilhar conhecimentos, possibilitando que os menos favorecidos tenham acesso à progressão. Não devemos esquecer que aos olhos de Deus, todos somos iguais.

O jardim da felicidade pode estar em você



Ao aproximar-se um novo ano, marco criado pelos homens para medir coisas materiais e imateriais, surge espontaneamente a necessidade de reflexão sobre o que temos feito e o que deixamos de fazer para nos conduzir à felicidade, como se ela fosse algo a ser conquistado de forma definitiva. Seria melhor compará-la a um jardim, que precisa permanentemente de cuidados.
Você é o jardineiro de si próprio. É quem decide o que plantar e cultivar: se amor ou ódio; caridade ou avareza; amizade ou inimizade; fraternidade ou discórdia e por aí vai. Uma coisa você não pode esquecer: do que você plantar, vai colher.
Por isso é preciso estar sempre atento em relação aos problemas e frustrações e refletir com serenidade para encontrar a melhor solução. Uma planta que não pode faltar em seu jardim chama-se "Pensamento Positivo", pois dela desabrocha uma linda flor chamada Esperança.
Aprenda a não agir apenas por impulso, mas sim aconselhado pela voz da razão. Estabeleça prioridades, para alcançar, de forma mais rápida e segura, as condições para eliminar as sensações desagradáveis que nos tornam infelizes, os desconfortos físicos como fome, sede e frio. Quando conseguimos estabelecer um ponto de equilíbrio em nossa vida,em relação a esses aspectos, sentimos sensação de prazer, mas não podemos esquecer que essa é uma sensação de felicidade originada a partir de problemas resolvidos,  situação essa que pode abranger, inclusive, questões emocionais, como a carência afetiva.
Para alcançar o estado de felicidade que nos proporciona tranquilidade, se faz necessário cultivar outra planta importante em nosso jardim, chamada "Espírito de Paz", pois o momentos verdadeiramente felizes são aqueles que vivemos quando estamos em paz com nossos semelhantes e, principalmente, com nós mesmos. Quando isso ocorre, seu jardim estará mais protegido de "pragas", posto que é adubado com convicção de vida.
Evidente que não existe um estado permanente de felicidade, mas há como vivê-la de forma mais perene. Cuidando bem da flor espiritual que existe em você, os momentos felizes ocorrerão em maior profusão, baseados em valores que atendam os seus verdadeiros anseios e não apenas aos prazeres ligados ao consumo de mercado.

Seja você mesmo e não o que os outros querem




Há uma frase que me fez refletir há muitos anos e que voltou a intrigar-me: “O próximo é a mentira do Eu”. Pressupõe dizer que se não estivermos convictos em nossas opiniões, com nossa personalidade firmemente embasada, corremos sério risco de não sermos verdadeiros com nós mesmos, de tão preocupados com o que os outros vão dizer de nossas atitudes ou modo de pensar.
Formadores de opinião, através da publicidade e dos meios de comunicação em geral têm forte influência sobre nossas vidas. As pessoas cobram umas das outras comportamentos padrões, de forma a se inserirem em grupos, que podem ser divididos, por exemplo, por classes sociais, ideologias de vida e orientação sexual.
Se você vive em um meio e por um motivo qualquer não segue as regras, o comportamento padrão, será cobrado por isso. Vale lembrar que nem sempre a maioria está mais certa do que a minoria que a contesta. A história prova que a sociedade evoluiu em vários aspectos graças as pessoas que questionaram pontos de vistas que pareciam perpétuos.
É importante refletir se é válido se deixar levar pela maioria, principalmente em questões como estilo de vida, forma de se alimentar, de se vetir e hábitos de higiene.
Nossa forma de ser e viver é nosso maior patrimônio e não deve estar sob o comando de terceiros. Nossos gostos pessoais, desde que não prejudiquem ninguém, certamente não nos farão pior ou melhor que os outros, mas certamente nos farão felizes.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A prepotência não é uma boa alternativa de vida




A prepotência é um dos caminhos para a solidão. Se a pessoa que sofre desse mal é desprovida de poder, seja ele na forma de posses, inteligência venal ou beleza externa, fatalmente estará fadada à solidão, literalmente falando.
Se, ao contrário, o prepotente detém poder, provavelmente estará cercado de pessoas, mas na realidade estará sempre só. E o que é pior, perdido em um enorme vazio interior. Por mais que tenha em volta rendendo-lhe homenagens, sempre haverá a dúvida se são amigos verdadeiros ou se estão a seu lado por necessidade financeira ou de outra natureza. Pessoas que, embora se sintam obrigadas a aceitar suas imposições, por dentro estão rindo da sua pequenez prepotente.
É do conhecimento geral que a prepotência é irmã da arrogância. Às vezes, os dois comportamentos funcionam como autodefesa. Ambos nascem do complexo de inferioridade inconsciente.
Para compensar esse complexo, o prepotente prefere submeter os outros aos seus caprichos, quase sempre megalomaníacos, por não conseguir suportar o sentimento interno de inferioridade, embora que muitas vezes visível a todos. E não raro se impõe através de ameaças.
O prepotente prefere correr o risco de errar a ter um gesto de humildade e ouvir verdadeiramente o parecer de quem é qualificado para aconselhar. Ele ignora a realidade de que é imprescindível que um verdadeiro líder, seja de uma família, de uma empresa ou de uma seita, saiba ouvir seus liderados, especialistas ou pessoas mais experientes, para então tomar a decisão correta ou mais adequada às circunstâncias.
Embora gostem de ser paparicadas, as pessoas que sofrem de prepotência são de difícil trato e por isso acabam afastando de si as outras pessoas, sem entender o motivo disso.
O prepotente não tolera que sejam apontados seus equívocos ou evidenciada a empáfia em suas atitudes, às vezes recheadas de falsa modéstia. Também não suporta que lhe façam “sombra”, por entender ser uma afronta ao seu poder.
Se por acaso sentir alguns dos sintomas de prepotência, lembre-se de que a humildade, o amor e o respeito ao próximo são antídotos poderosos. Mas é preciso praticá-los permanentemente e ser honesto consigo mesmo para que surtam efeito.


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Evite as comparações, pois elas podem gerar inveja






É impressionante, e triste ao mesmo tempo, a constatação de que você está passível de pagar um preço alto por ter atributos naturais como beleza e inteligência, ou mesmo ser admirado por traços de uma personalidade genética ou construída ao longo da vida, que lhe conferem títulos como, por exemplo, simpático, cortês, estudioso e honesto. Eis aí a origem de vários problemas que afligem a humanidade: a inveja.
A inveja começa com o antigo hábito que as pessoas têm de se comparar umas com as outras ou bens que possuem, sem estarem preparadas psicologicamente ou espiritualmente para tal. O fato é que, enquanto o ser humano existir, a inveja sobreviverá, e se não for devidamente controlada, pode ser altamente destrutiva, tanto para quem a cultiva, como para quem é alvo desse sentimento doentio. É bom lembrar que a famosa Lei do Retorno continua em pleno vigor.
Há quem tente amenizar a situação falando em “boa inveja” e diz: “Estou com inveja de ti, mas no bom sentido”. Quando essa afirmação (revelação) é revestida de um fundo de verdade, a “boa inveja” pode até motivar a pessoa a batalhar para conseguir o bem de consumo almejado ou conhecimento sobre determinado assunto que lhe confira determinado status social, mas é preciso ter muita atenção ao trilhar esse caminho.
O problema é quando ocorre o contrário, e o invejoso busca o nivelamento atacando a pessoa invejada, a quem já passa a considerar como inimiga, e como tal tenta de todas as formas destruí-la em todos os aspectos, como se a pessoa tivesse culpa de ter elogiados dotes.
É preciso ter sempre em mente que somos pessoas ímpares, com características diferentes, e por esse motivo não devemos nos considerar superiores ou inferiores a ninguém. Esse tipo de comparação é fruto da vaidade, que nos faz sentir orgulhosos quando nos julgamos superiores e humilhados, quando nos sentimos por baixo.
Se a inveja é inevitável, podemos anular o seu aspecto malévolo e usá-la para perceber quais são as qualidades que você admira em outra pessoa e que quer para si, de forma a desenvolver em você essas qualidades com as características próprias de sua personalidade.
Então, não é melhor refletir sobre o que queremos ser ou ter e batalhar para que esses desejos se tornem realidade?

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