quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Gentileza gera transformação



 Ao longo dos anos, a sociedade tem assimilado novos valores, associados à imagem de modernidade, de resultados imediatos, e segue num ritmo frenético em busca do sucesso, passando por cima de tudo e de todos, deixando no passado valores como moral, amizade, respeito ao próximo, sinceridade, honestidade e lealdade. Esquecemos, por exemplo, a importância da gentileza para uma vida melhor, tanto nas relações pessoais como profissionais. Segundo o escritor e conferencista Eduardo Shinyashiki, consultor organizacional e especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança aplicadas à Administração e Educação, a correria do dia a dia e até mesmo a tecnologia interferem nessas relações, que impactam diretamente no modo como vivemos. Confira, a seguir, algumas considerações do mestre em neuropsicologia.

Buscamos cada vez mais a interatividade e passamos o dia inteiro conectados a pessoas das mais variadas localidades. Somos capazes de estabelecer contato com praticamente todos os cantos do planeta, a hora que quisermos. Porém, as relações interpessoais próximas parecem cada vez mais superficiais, e, seguindo por este caminho, da distância e indiferença, palavras como cortesia, empatia e amabilidade parecem mais além da nossa realidade, dia após dia.

Afinal, será que a vida moderna dificulta relações com gentileza, ou é possível ser uma pessoa ocupada, sem abrir mão da delicadeza no trato com o outro? Como ser gentil enquanto enfrentamos o trânsito caótico das grandes cidades e o dia a dia tão cheio de tarefas e obrigações? São tantos os motivos que podemos facilmente nos convencer de que a falta de cuidado com o próximo não é nossa culpa, assim como a forma como somos tratados.

Estamos acostumados a ver a agressividade exaltada, considerada um meio indispensável para o sucesso. É elogiado o homem forte, o executivo agressivo, duro e arrogante. Será que essas atitudes conquistam a confiança alheia e o sucesso duradouro?

O que acabamos esquecendo é que, antes de tudo, o ato de ser gentil beneficia, mais do que a qualquer outro, a nós mesmos. Uma teoria publicada pelo professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé (EUA), chamada de “sobrevivência do mais gentil”, afirma que a espécie humana sobreviveu graças à gentileza. Segundo Bowles, os grupos altruístas cooperam e colaboram mais para o bem-estar do próximo e da comunidade, a fim de garantir a sobrevivência.

Outro estudo, realizado pela professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, demonstrou também que a gentileza pode nos deixar mais felizes. Ela pediu a um grupo que praticasse atitudes gentis durante dez semanas, e verificou que a felicidade aumentou consideravelmente no período do estudo.

Gentileza significa uma boa educação emocional, aprendida e desenvolvida em todos os ambientes que convivemos. É o bom tratamento, uma qualidade ou caráter de alguém nobre, generoso, que ajuda a manter e fortalecer os laços entre as pessoas. As pesquisas nos mostram que ser gentil tem uma finalidade pessoal e coletiva, é a prova de que quando tomamos atitudes em prol do outro, automaticamente, e muitas vezes sem perceber, recebemos de volta o bem que fizemos.

A teoria do professor Sam Bowles pode ser demonstrada por brigas no trânsito, por exemplo, em lugares com uma concentração grande de pessoas, onde vidas se perdem pela simples falta de compreensão com as atitudes alheias. Vivemos na defensiva, temendo que os outros possam nos machucar. Mas há diversas formas de se comprovar que atitudes mais solícitas e gentis só tendem a melhorar a qualidade de vida e as relações interpessoais. Sabemos, também, que só temos a ganhar quando privilegiamos a gentileza, ao invés da brutalidade e ignorância.

A grande característica da gentileza é que ela está presente, na maioria das vezes, nas atitudes cotidianas e simples. Ouvir mais, por exemplo, ser paciente, justo e solidário, são atitudes simples, mas importantes para tornar-se uma pessoa mais próxima perante o outro. Estimular a amizade pode ser uma forma de exercer a generosidade e a gentileza.

O que nunca devemos esquecer é que o poder de modificar aquilo que nos cerca está dentro de nós. Precisamos ter a consciência de que somente nós mesmos transformaremos nossas vidas em existências mais dignas, verdadeiras e plenas.

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PENSE NISSO

"A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas".


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Você é seu próprio marketing pessoal



A interação com as outras pessoas é fundamental. Quanto mais bem-sucedida for essa interação, maiores são nossas chances de ascender profissionalmente e de conquistar nossos sonhos e metas. E essa interação passa pela percepção que os outros têm de nós. Ou seja, você é seu próprio outdoor ou não. O professor Augusto Cesar, especialista em cerimonial, eventos e protocolo lembra um antigo ditado que diz: "quem não é visto não é lembrado". Mas, segundo ele, o certo seria dizer: "nem todos que são vistos são lembrados. Se não causar uma impressão favorável, forte e duradoura, mesmo sendo visto, dificilmente você será lembrado", esclarece. Confira algumas dicas.

1- Causar essa boa impressão não é obra do acaso. Há todo um trabalho que deve ser feito para que sua imagem reflita o seu potencial e a sua capacidade. E esse trabalho é o Marketing Pessoal. Trata-se de uma ferramenta poderosa, especialmente para vendas. E estamos sempre vendendo alguma coisa: produtos, serviços, a ideia de que somos a pessoa certa para determinada função e por aí vai.

2- O problema é que existem milhões de pessoas fazendo exatamente a mesma coisa. Para se destacar é preciso explorar aquilo que torna você único. Seu trabalho pode ser igual ou similar ao de milhares de outros profissionais. Contudo, o seu jeito de realizá-lo é só seu. Cabe a você anunciar isso e criar sua marca registrada, aquilo que faz com que os seus serviços sejam lembrados e solicitados não só por clientes fiéis, mas também por outros aos quais você foi recomendado.


3- É um erro pensar que o marketing pessoal se resume a falar bem de si mesmo, enfatizar suas qualidades e desfiar uma série de vantagens. Na verdade, quem faz isso corre o risco de parecer chato, pretensioso ou as duas coisas ao mesmo tempo. O segredo é criar empatia. Ouça e preste atenção nas pessoas, em seus gostos, interesses e necessidades e transmita segurança e confiabilidade.

4- Quanto mais o cliente receber um tratamento que lhe pareça pessoal e diferenciado, mais ele se sentirá especial e sentirá que você é especial. Fique atento às necessidades do seu cliente e seu gosto pessoal. Cabe a você usar seu feeling para detectar isso e valer-se de sua criatividade para contornar a situação, dando ao cliente a sensação de que você não está empurrando uma venda, mas solucionando um problema para ele. Essa é a essência do marketing pessoal eficaz.


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PENSE NISSO

"Eu descobri em mim mesmo desejos, dos quais nada nesta Terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que fui feito pra outro mundo".

C.S. Lewis

sábado, 19 de novembro de 2016

Agradeça pela concorrência existir e use-a a seu favor




Certa vez o presidente da Coca-Cola disse que grande parte do seu sucesso devia a Pepsi, pois sem a mesma, não teria chegado à excelência que é hoje. É a concorrência, principalmente no mercado de eventos, que estimula o aprendizado, a inovação, a reciclagem. O mundo sem concorrência leva ao comodismo e lá na frente ao suicídio empresarial. Segundo o professor Augusto Cesar, especialista em eventos, cerimonial e protocolo, o concorrente deve ser encarado como um espelho através do qual você se avalia para ver o que está acontecendo no mercado, quais as tendências, as novidades, os nomes que despontam, aonde estão as fontes de pesquisa e de conhecimento. "A concorrência é altamente salutar e benéfica para o mercado, desde que você a veja como referencial", ensina o mestre. Confira algumas dicas.

1- O que vejo no mercado é muitos falando do trabalho dos “concorrentes”, algumas vezes denegrindo e fazendo de tudo para atrapalhar o trabalho desses “concorrentes” sem se tocar que agora tem dois problemas: arranjar motivos para falar do outro e cuidar de seu próprio negócio. Enquanto isso seu “concorrente” pode nem ligar para o que está falando e sim focado em aprimorar seu serviço e melhor atender o cliente fortalecendo sua marca no mercado. e passando na sua frente.

2- Em vez de falar do outro, pergunte-se: “o que ele está fazendo diferente que atrai tantos clientes?", “o que será que posso fazer para me tornar referência no mercado?”. Essas são as perguntas que devem permear sempre sua cabeça se almeja o sucesso empresarial. Preocupe-se com seu negócio, com sua empresa, em melhorar cada vez mais o atendimento a seus clientes.

3- Encare como elogio toda critica, inveja ou comentário sobre seu trabalho, partindo da premissa que ninguém "bate em cachorro morto". Se estão criticando seu trabalho é por que ele está incomodando e está sendo bem feito e principalmente, que os incomodados não estão conseguindo atingir o seu grau de excelência. Então fique feliz com o elogio das críticas de seus concorrentes. Neste caso entenda que a crítica faz muito bem para a auto estima profissional.

4- Nas cidades do interior, aqueles que têm cavalo ou burro de carga, colocam duas viseiras ladeando os olhos desses animais. É para o animal não perca o foco do caminho que tem que trilhar. Ponha também uma viseira e mantenha o foco em seu próprio negócio. Pare de falar e de denegrir aqueles que também estão trabalhando como você. Saia da mesmice e agradeça por ter um concorrente.

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PENSE NISSO

"Por mais sábias que sejam as palavras de um bêbado, elas são ridicularizadas pelo falso testemunho de quem as diz."

Neimar de Barros

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O tempo é uma questão de prioridade. Organize-se!



O que mais ouvimos hoje em dia são frases do tipo “eu não tenho tempo”, "vou ver se arranjo um tempo". O fato é que algumas pessoas conseguem realizar várias atividades em um só dia e outras não. E o dia tem 24 horas para todas as pessoas. O professor Augusto Cesar, especialista em cerimonial, eventos e protocolo, garante, entretanto, que "o tempo é uma questão de prioridades". Confira as considerações.


1 - Algumas pessoas dizem: “não utilizo meu tempo da maneira que quero!”. Claro que temos compromissos e tarefas de trabalho e pessoais que não foram programados por nós e que nos tomam tempo, mas todas as coisas que acontecem partem de uma escolha sua ou da forma como reagiu ou deixou de reagir (a não reação também é uma escolha) a uma determinada situação.

2 - É preciso interiorizar que nós temos o mesmo tempo que todas as pessoas e o que fazemos com o tempo que nos pertence é exclusivamente reflexo de nossas escolhas e principalmente da maneira que encaramos e administramos aquilo que nos é apresentado. Isso é estabelecer prioridades!

3 - Não haja de forma descontrolada, apagando incêndios. Faça suas escolhas com base em seus objetivos e administre seu tempo organizando suas ações.

4 - Organizando suas ações e estabelecendo prioridades, você terá o controle de seu tempo, e então a frase “eu não tenho tempo”, que possui uma conotação de se “livrar da culpa” como se o mundo fosse o causador da sua falta de tempo, não terá mais espaço em seu vocabulário.

5 - As vezes uma pessoa diz não ter tempo de ir para a academia, mas encontra tempo para ir ao shopping ou descansar. Não que isso não seja importante, mas serve para provar que você tem tempo sim, apenas escolheu usá-lo dessas outras maneiras ao invés de ir para a academia.

 6 - Por isso a organização das tarefas é tão importante (estabelecendo prioridades), para não chegarmos ao final do dia e pensarmos: “o dia passou, eu não vi e não fiz o que eu queria”. O pensamento correto é: "No tempo que eu tenho, escolho fazer isso". Dessa forma você toma o controle de suas escolhas e de sua vida.

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PENSE NISSO

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”.

Clarice Lispector

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Tome cuidado para que palavras estrangeiras não compliquem a sua vida!



Você que já prestou atenção o quanto outras línguas estão presentes antes, durante e depois da conclusão do evento? Saiba que, se você desconhecer certas palavras em outras línguas, pode atrapalhar um pouco a sua vida. E se você trabalha com eventos, pode comprometer sua atividade e o sucesso do seu evento, pois haverá ruídos na comunicação. Segundo o professor Augusto Cesar, a influência e a incidência de palavras estrangeiras no dia-a-dia do brasileiro são enormes e, muitas vezes, causam constrangimento. Confira algumas dicas do especialista em cerimonial, eventos e protocolo.

1 - WORKSHOP não é igual a seminário, nem a simpósio, mas sim a uma oficina de trabalho. Trata-se de um evento dividido em duas partes - a primeira é a explanação teórica de determinado tema e, a segunda, a parte prática sobre esse mesmo assunto.

2 - BRAINSTORMING é uma técnica de reunião na qual todos os participantes são estimulados a revelar suas ideias, por mais simples que sejam, com igualdade de participação e livre debate, objetivando estabelecer o delineamento de um projeto.

3 - SHOWCASING é uma alternativa para as feiras; transmite o conceito de vitrine interativa. Os produtos são expostos em vitrines fechadas e os visitantes não têm nenhum contato direto com os expositores. A comunicação se faz por meio de telefones - linha direta - instalados em cada estande, conectados a uma central informatizada, que coleta todas as informações sobre as consultas em um banco de dados, que servirá de subsídio para análise dos expositores.

4 - RSVP é uma sigla usada na organização do cerimonial, e nessa área os termos franceses são protocolares e prevalecem. Para os convites, RSVP - RÉPONDEZ S'IL VOUS PLAÎT (Responda, por favor, ou mais direto: Favor confirmar a presença) ou o desconhecido EN CAS DE REFUS - utilizado para informar a ausência do convidado.

5 - PM é um termo francês que significa POUR MÉMOIRE, utilizado quando já se convidou alguém verbalmente e o convite tem o objetivo único de lembrá-lo do evento.

6 - JANTAR À FRANCESA é um estilo sofisticado e requintado, exigindo que todos os convidados estejam sentados, geralmente com os lugares demarcados. A refeição é apresentada pelos garçons em baixelas e a própria pessoa se serve.

7 - SOUSPLAT é um prato de material nobre, maior do que os pratos de refeição que visam preencher o espaço vazio em frente aos convidados e delimitar os lugares. 

8 - BOWLS são pequenas tigelas, com água morna, pétalas de rosa ou fatias de limão, utilizadas para se molhar as pontas dos dedos.

9 - COUVERT é uma entrada composta de legumes crus e frios - tiras de cenoura, salsão, rabanete -, azeitonas, ovos de codorna, manteiga e patês. Foi criado pelos franceses, para amenizar a espera da refeição principal.

10 - HORS D'OEUVRE é outra denominação para o prato de entrada, podendo ser camarões frios com molhos ou em forma de coquetel, carpaccio! salmão, fundo de alcachofra, frios, saladas diversas, servido em pratos menores do que o prato principal ou em taças. 
11 - COQ AU VIN AVEC POMME DE TERRE GRATINÉE é o nome de um prato principal, que nada mais é do que o nosso saboroso franguinho ao molho de vinho com batatas gratinadas.

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PENSE NISSO
“Pode ser que um dia não mais existamos. Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo um para o outro”.

Albert Einstein

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Trabalhar em casa pela internet é uma boa maneira de complementar a renda



Os ganhos de um emprego fixo muitas vezes não são suficientes para um trabalhador garantir o básico no final do mês, entendendo por básico não só comida e moradia, mas também o lazer. Por isso, muitas pessoas realizam outra atividade nas horas que restam depois do trabalho e também no final de semana para complemento de renda. Se for possível exercer essa ocupação em casa, tanto melhor, haja vista os seus pontos positivos: maior flexibilidade
de horários e mais qualidade de vida. O empreendedor digital
e idealizador dos sites Empreendedor Digital e Férias Sem Fim, Bruno Picinini, apresenta sete ideias de atividades que as pessoas podem fazer em casa para obter uma remuneração extra. As dicas são todas ligadas à internet, que, segundo Picinini, é um meio que propicia mais facilidade e praticidade na hora de criar e vender seus produtos ou serviços. Confira!

Pode-se começar a empreitada de trabalhos em casa atuando como freelancer em serviços a serem realizados de maneira remota, por meio da internet. Este modelo se enquadra melhor em quem presta serviços digitais, como criação de sites e logos, web design. Para iniciar e divulgar o serviço recomenda-se o boa-boca entre amigos e conhecidos, assim como redes sociais.  A segunda ideia
é relacionada à primeira e trata-se de oferecer o serviço de coaching ou consultoria também através da internet. Assim, o coach
ou o consultor pode trabalhar de qualquer lugar, seja de uma pequena cidade ou até de outro país, prestando seu serviço não apenas individualmente. Muitas pessoas criam um grupo ou uma comunidade para oferecer algum tipo de ajuda ou informação.
Se pode prestar consultoria sobre os mais variados assuntos.

A terceira ideia é trabalhar como afiliado, ou seja, começar
a vender pela internet um produto desenvolvido por outra pessoa
e ganhar uma comissão por isso. É uma boa maneira de começar
já que você não precisa investir nada na criação de um produto.
Em contrapartida, no modelo de afiliados, não se possui controle sobre o produto. Além disso, há muita concorrência. Se muitas pessoas conseguem fazer aquilo de maneira muito fácil, provavelmente o mercado lotará rapidamente.

A quarta dica é o contrário da terceira: criar e comercializar produtos digitais, tais como ebooks; áudios; softwares; aplicativos, etc. O desenvolvimento pode ser realizado pelo próprio empreendedor ou terceirizado. Neste modelo de trabalho,
o controle é quase total, com a pessoa definindo o preço, como, quando e onde vai vender o produto. Você ganhará 100% do que vender e não apenas uma comissão, a não ser que contrate um afiliado e ofereça a ele uma comissão. Além disso, produtos virtuais não custam quase nada para produzir e são bem mais
fáceis de entregar do que um produto físico. A comercialização
de produtos digitais também permite com que se trabalhe com paixões, hobbys, interesses, tendo em conta que alguns interesses apresentam mais mercado que outros.

Criar um site e alimentá-lo com informações (ser um blogueiro,
por exemplo) é uma outra forma de trabalhar em casa. Para obter retorno financeiro com esse tipo de atividade é necessário permitir anúncios e isso só irá ocorrer se o site ou blog conseguir muito tráfego. Este grande número de acessos só poderá ser obtido através de muito trabalho; com a publicação constante de artigos/vídeos.
O que pode ser prazeroso, já que, normalmente, a pessoa escreve sobre o que gosta. O ponto negativo nesta maneira de ganhar dinheiro é que, quando o usuário acessa o site, o principal objetivo do proprietário é “expulsá-lo de lá em troca de alguns centavos”.

O sexto modo é criando uma comunidade virtual.  Trata-se de um empreendimento similar a um site ou um blog, mas com melhor potencial. Através de uma comunidade não é preciso que
o elaborador crie todo o conteúdo, podendo dividir a responsabilidade com os diversos membros. O ganho financeiro virá da cobrança pelo acesso à comunidade, que pode ser feita logo de início a todos que quiserem usufruir das informações nela contidas ou, após a criação de uma massa crítica suficiente, deixar o acesso gratuito apenas para quem ajudou a implementar
o empreendimento, cobrando das pessoas que entraram posteriormente.

A última ideia é a abertura de uma loja virtual, para vender produtos próprios ou de outros. Ao contrário de produtos digitais, no entanto, produtos físicos dependem de fatores externos, como
o correio, por exemplo, que pode extraviar o pedido. Além do custo físico do produto, que é bem maior do que o produto virtual.


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PENSE NISSO

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”.

Clarice Lispector

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Você sabia que o consumo de vinhos tem a maior relação custo-benefício?



Mesmo figurando entre as bebidas mais apreciadas no mundo, o vinho ainda encontra pouco espaço na mesa dos brasileiros: com uma média per capta de apenas 2 litros por ano, o consumo no país está muito aquém de seus vizinhos – chilenos e argentinos consomem anualmente de 8 a 10 vezes mais litros da bebida. Quando se observa o critério qualidade, esse cenário é ainda mais desfavorável – dados do site especializado Terroirs demonstram que essa média cai para apenas 0,7 litros quando se trata do consumo de vinhos finos.

 Este fenômeno não está ligado unicamente a fatores econômicos: ainda que a alta carga tributária do país afete significativamente a expansão deste mercado, a falta de informação é o principal entrave para que a bebida faça parte do cotidiano do brasileiro. O consumidor demonstra pouca intimidade com este universo e seus conhecimentos limitados sobre a bebida dificultam no momento da compra, levando, muitas vezes, a escolhas pouco qualificadas. Em vista disso, empreendedores investem numa percepção aprimorada, não apenas para conquistar o paladar do consumidor, mas também para apresentar um novo conceito de consumo – o de maior custo-benefício.

Para o segmento de vinhos ganhar força, é preciso vencer uma das crenças mais difundidas entre os consumidores brasileiros: de que quanto melhor o vinho, mais caro. Essa concepção impede que o consumidor conheça diferentes rótulos e que o próprio consumo da bebida se expanda de uma maneira geral. Ainda que os impostos representem um grande desafio para o setor – as taxas de importação podem elevar o custo de uma garrafa em até 150% – os empreendedores apostam no consumo qualificado para vencer essas barreiras. “Se observamos o mercado artesanal de cervejas, podemos ver que o brasileiro aderiu ao conceito de valor agregado do produto e está disposto a pagar mais por um produto que proporcione uma boa experiência. O mesmo pode acontecer com o vinho, que tem até mais espaço no cotidiano do que sua principal concorrente, a cerveja. ” – afirma Duchene. Para a empreendedora, o brasileiro precisa conhecer melhor o mundo dos vinhos e adotar novos critérios de escolha, assim terá uma percepção aprimorada da sua relação custo-benefício, “o vinho representa mais do que requinte e sofisticação, é também saúde e bem-estar".

Porque consumimos pouco?

 Publicado pelo Instituto Brasileiro do Vinho, o Estudo do Mercado Brasileiro de Vinhos Tranquilos e Vinhos Espumantes (Ibravin-2008) revelou indicadores importantes sob o perfil de consumo no Brasil: em geral, a bebida está associada a momentos de celebração – 8 em cada 10 consumidores associam o consumo da bebida a momentos especiais – enquanto a degustação durante as refeições tem participação menor – este motivador, em especial, poderia contribuir significativamente para um aumento do consumo geral: os maiores consumidores de vinho do mundo são países de grande tradição culinária que, em geral, associam o vinho à boa mesa.

 Porém, a dificuldade de incluir a bebida no cardápio cotidiano não está relacionada unicamente as preferências gastronômicas do brasileiro – para 55% dos consumidores, o principal critério de distinção entre um vinho comum e um vinho fino é o preço - parâmetro que torna a escolha de uma boa bebida muito superficial, além de criar um falso conceito de elitização, sobretudo em tempos de orçamento apertado. A ideia de que um bom vinho é, obrigatoriamente, um vinho caro, é uma crença instituída entre a maioria dos consumidores – fato que o leva a julgar equivocadamente um rótulo: dados do próprio relatório demonstram que 11% dos consumidores que afirmam beber vinhos finos, referem-se a marcas de vinho comum, enquanto 7% cometem o deslize contrário.

 De acordo com Stephanie Duchene, sommèliere responsável por uma criteriosa seleção de rótulos artesanais importados da França, a popularização do consumo de vinhos no Brasil requer, antes de mais nada, uma percepção qualificada da bebida “Ainda que sua apreciação seja considerada uma arte, incluir o vinho no dia a dia não requer conhecimentos de um expert. Contudo, no mercado brasileiro, as informações ainda não são suficientemente claras quanto a qualidade e origem do vinho. Diante de tantas opções e com pouca informação, é natural que o consumidor não se sinta tão à vontade na hora de arriscar num rótulo desconhecido e prefira permanecer na zona de conforto. ” – fundadora da Wine Exclusive, a empreendedora francesa investe num novo conceito: a oferta de vinhos exclusivos vindos de regiões nobres da Europa.

 O mercado artesanal

 Mesmo em tempos de crise, dados da Ibravin apontam que em 2015 o consumo da bebida no país cresceu 4,6% em comparação com o período anterior – demonstrando o potencial do mercado. De olho nessa oportunidade, a Wine Exclusive aposta numa tendência que já conquistou o mundo das cervejas: a produção artesanal. Contudo, quando se trata de vinhos, esse conceito está muito mais ligado à tradição e excelência no preparo do que a “gourmetização” do produto.

 De acordo com Geoffrey Pompier, diretor enólogo e júri no concurso nacional de agricultura da França “O grande diferencial é que trabalhamos com um produto verdadeiramente artesanal, fruto de uma produção em escala humana que garante a qualidade e tradição desde o cultivo. Nossos rótulos envolvem uma cultura de cuidado com a terra, com a uva e com o armazenamento das garrafas, o que garante um produto verdadeiramente exclusivo, que chamamos de vinho de ‘créateur’. ”

 Outra vantagem para o consumidor é poder identificar a procedência do vinho que está consumindo “Por trabalharmos com associações de viticultores independentes reconhecidos na França, todo contra-rótulo possui identificação do produtor, que assegura sua origem artesanal. ”. De acordo com Pompier “Atualmente, no mercado nacional, 80% dos vinhos comercializados no varejo e internet são originários de uma produção industrial que padroniza o sabor, a cor e o cheiro da bebida, além disso não possuem qualquer identificação a respeito do produtor, até mesmo no caso dos mais caros e conhecidos. ”

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PENSE NISSO

"Você nunca sabe que resultados virão de sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados".

Mahatma Gandhi