quinta-feira, 27 de julho de 2017

Veja como fugir de armadilhas dos pacotes de bufês



Fazer uma festa em um local mais agradável para recepcionar os convidados com conforto é o desejo de muitos consumidores. Um bufê, casa de espetáculos ou até mesmo um restaurante, podem ser ótimas opções, mas as condições de prestação dos serviços precisam ser avaliadas para que o consumidor não tome a decisão errada, pois o preço muito abaixo do mercado pode ser sinal de golpe.  
Hoje muitas casas de festas preparam algumas “armadilhas”, transformando o que deveria ser uma agradável experiência em um pesadelo. Pensando nisso, a PROTESTE, Associação de Consumidores, separou algumas dicas, que podem ajudar o consumidor a identificar se a prestação de serviços será satisfatória por parte do fornecedor. Confira.

O primeiro passo é buscar o máximo de informações. Visite o endereço físico da empresa que oferece o pacote, pesquise os comentários em sites de reclamações e busque contato com outros consumidores que já contrataram os serviços. 

Dedique um tempo e peça permissão para visitar uma festa de outro cliente. Veja também se há reclamações contra a empresa nos órgãos de proteção ao consumidor.  

Antes de fechar qualquer negócio, compare os preços. Pesquise valores de pacotes em outras casas de festas próximas de onde pretende realizar o evento. Caso perceba uma grande distorção de valores, é importante ficar atento e, então, refazer a pesquisa sugerida no tópico anterior.

Mesmo que o preço for tentador, evite pagar à vista. Quanto maior o tempo entre o pagamento e o evento, mais riscos para o consumidor. Opte por pagar uma pequena quantia para reservar o local escolhido e o restante do valor pague no dia do evento, dessa forma, você evitará maiores problemas se seu evento não for realizado da forma planejada. Empresas que trabalham com preços muito abaixo do mercado têm maior tendência de apresentar algum problema.

Na hora de fechar o negócio, tenha cuidado ao assinar o contrato. Antes de assinar verifique se tudo o que foi acordado está escrito e detalhado. Cuidado com cláusulas abusivas em relação a pessoas extras na festa, quantidade de produtos e outros quesitos. 

Lembre-se de pedir o contrato social atualizado do estabelecimento e anexá-lo ao contrato. Se conhecer os sócios e for vítima de algum golpe, tendo estes dois documentos à mão, aumentam as chances de ser indenizado.


-----------------------------------------------------------------

PENSE NISSO

Dialética

É claro que a vida é boa 
E a alegria, a única indizível emoção 
É claro que te acho linda 
Em ti bendigo o amor das coisas simples 
É claro que te amo 
E tenho tudo para ser feliz 

Mas acontece que eu sou triste...

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Efeitos e consequências da modernidade no ambiente de trabalho



Segundo Norberto Chadad, CEO da Thomas Case & Associados, consultoria de gestão e transição de carreiras, à medida que a tecnologia avança, mais as pessoas se distanciam. Segundo ele, este é um fato cruel do qual muitos não se dão conta. No tempo em que as comunicações não tinham a facilidade atual, as pessoas procuravam umas às outras para trocar ideias pessoalmente ou, no máximo, usavam o telefone. Confira o pensamento do especialista.
Profissionais sentados lado a lado, no mesmo espaço físico, trocam mensagens durante o expediente com muita naturalidade sabendo que certamente, mais rápido e produtivo, seria o diálogo “olho no olho”.

Mas, nós que trabalhamos com recursos humanos e temos “paixão por pessoas”, não podemos nos deixar levar por esta, que não é mais uma tendência, e sim uma dura realidade. É preciso preservar o quanto possível o contato pessoal e a troca de informações. Enfim, ter interação.

Com frequência vemos em ambientes de lazer casais, amigos sentados frente a frente e, cada um ‘fazendo’ o uso do WhatsApp (que literalmente quer dizer “qual é o problema?”, “o que está acontecendo?”) para dialogar virtualmente com outra pessoa. Mas, afinal, por que estão ali e juntas? Supostamente para conversar, exercitar a convivência, papear, planejar alguma coisa. No entanto, essa troca de experiências acontecerá em que momento? Talvez façam isso online.

Outro uso indevido e, este absolutamente reprovável, é a ofensa através do e-mail. Em 100% dos casos, pessoas que não têm a coragem de dizer o que pensam olhando para o interlocutor, utilizam o e-mail para ofender, agredir, diminuir o próximo. Esta prática deve ser banida com a arma que mais fere o ser humano: o desprezo. Simplesmente devemos ignorar e não responder.

Um novo fato que vem causando inúmeros problemas no ambiente de trabalho é o vício dos celulares. Existem empresas que proíbem o uso do aparelho no horário de expediente, porém com esta ação, estão, aparentemente, cerceando a liberdade dos profissionais. Entretanto, se chegaram a este ponto, sem dúvida foi porque constataram a utilização indevida e exagerada do telefone móvel. O bom senso deve sempre prevalecer.

Já se tem notícia de que em reuniões sociais os anfitriões pedem que os celulares, devidamente identificados, fiquem fora do recinto onde as pessoas estão reunidas, pois somente assim é possível manter-se um diálogo sem interrupções. E o resultado foi o melhor possível. As pessoas puderam realmente exercitar a transferência de ideias e de experiências, constatando ser absolutamente possível permanecerem algumas horas sem a escravidão do celular.

Agora, referindo-me ao exercício profissional, uma coisa é certa: o uso constante do celular fará com que o profissional não foque nas funções que desempenha, causando um atraso produtivo, diminuição nos resultados e, em casos extremos, acarretar desavenças no ambiente de trabalho. Em uma citação curiosa de um conhecido empresário, ele diz: “Você já pensou se os jogadores de futebol entrassem em campo com celular?”.

Em paralelo ao uso do celular está a utilização indevida e indiscriminada da internet no local de trabalho. É sabido que as redes sociais são consideradas hoje importantes ferramentas em muitas áreas e, entre as mais importantes está o RH, pois os perfis dos profissionais estão disponíveis para consultas. Porém, assim como o uso de celulares, o abuso do uso da internet (Facebook, Instagram, entre outros), traz problemas ao ambiente produtivo. Observamos inúmeras postagens de assuntos bem pessoais alternados indevidamente com assuntos profissionais.

Precisamos preservar a imagem da empresa, uma vez que o colaborador ao se expor leva consigo a imagem desta. Em nosso caso, trabalhando com recursos humanos no nível em que atuamos, a situação é extremamente delicada e por este motivo a atenção deve ser redobrada.

No momento que vivemos, especialmente no Brasil na atual economia, a verdade é que devemos raciocinar muito, pois o desemprego está ‘batendo à porta’ e somente há lugar para poucos e bons: não temos tempo durante o expediente para uso indevido de celulares, redes sociais e e-mails particulares. A dedicação e o compromisso de todos serão os diferenciais em situações como esta. “No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo: ou você faz uma coisa bem feita, ou não faz.” – Citação de Ayrton Senna.

-----------------------------------------------------------------

PENSE NISSO

“O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. 
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar”.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Veja como aproveitar as férias gastando pouco



No período de férias é muito importante descansar e aproveitar oportunidades de lazer sem comprometer as finanças. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, quem não for viajar não deve “compensar” com compras e passeis caros na própria região. Pelo contrário, deve procurar formas alternativas de diversão que caibam no bolso. “E há muitas”, indica Domingos, que é o Doutor em Educação Financeira. Veja algumas dicas para se divertir gastando pouco.

Crie uma breve programação para as férias, considerando os desejos de todos da família, incluindo crianças e jovens.

Procure pontos de sua cidade que ofereçam entretenimento barato ou gratuito, como parques, praças, museus e pontos turísticos;

Se for ao cinema ou teatro, procure saber os dias e horários em que os preços são mais em conta;

Conheça seu padrão de vida e situação financeira e procure fazer os pagamentos à vista, dentro de suas condições atuais;

Em casa, com as crianças, promova semanas temáticas de filmes ou músicas. Assim todos interagem em uma iniciativa cultural;

Resgate brincadeiras como jogos de tabuleiro, esconde-esconde, pega-pega, corre cutia, rouba bandeira, vivo ou morto, bolinhas de sabão e pular corda;

Envolva os membros da família no preparo de um alimento especial ou refeição completa – tende a ser mais barato e divertido do que ir a um restaurante;

Converse com as crianças e jovens sobre suas expectativas para as férias, assim poderá planejar melhor esta e também a próxima, poupando dinheiro com antecedência;

Se decidir fazer uma viagem de última hora, pesquise as opções que cabem no bolso em regiões próximas e também promoções em sites de compras coletivas, por exemplo.

-----------------------------------------------------------------

PENSE NISSO

“Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia”.

Paulo Coelho

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Como influenciar os filhos na descoberta da espiritualidade




Todo pai e toda mãe sabem bem que criar filhos é uma tarefa difícil e para a qual não há manual de instrução. Tudo que eles querem é que a educação produza não apenas um comportamento adequado, mas também uma base sólida para os desafios que a vida reserva. Segundo a educadora Michelle Anthony, é nesse contexto que muitos pais se sentem perdidos por não saberem a melhor maneira de educar as crianças e os adolescentes.
É grande o número dos que se sentem frustrados diante da indisciplina e da espiritualidade vacilante dos filhos. Por não saberem qual rumo seguir, muitos resvalam em uma criação autoritária, marcada pelo controle acirrado e pela superproteção; outros entregam os pontos e largam os filhos à própria sorte. Mas nenhum dos dois extremos está correto, garante Michelle Anthony, autora da obra “Espiritualidade em Família”, lançamento da Editora Mundo Cristão. É necessário que os pais desempenhem o papel de modelos espirituais para seus filhos.

É importante destacar que desenvolver a espiritualidade está acima das diversas vertentes de religiões e seitas. Está diretamente ligado a cultivar em si e nos outros o AMOR em seu mais amplo significado. Que é a essência de DEUS. A seguir, algumas dicas.

Não há melhor maneira de fazer os filhos se apaixonarem pelo caminho do bem, professado por Jesus, do que os pais serem testemunhas vivas do que isso significa. Há uma verdade quanto a sermos pais cheios do Espírito: não podemos passar adiante aquilo que não possuímos!

Deus deve ser a base do relacionamento com os filhos. Desmistificando o ideal de perfeição paterna ou materna, é preciso incentivar a busca por uma vida cheia do Espírito, a fim de transmitir a vibração de sua fé para seus filhos. O estabelecimento de uma dinâmica familiar favorável à espiritualidade e à fé autêntica é fundamental. É preciso que os pais criem ambientes, a fim de que os filhos experimentem inspiração, motivação e vivência dos valores espirituais no dia a dia.

A espiritualidade na vida familiar é uma grande ferramenta para viver com maior plenitude e dar à vida um sentido transcendente. Os pais não devem preocupar-se em ser perfeitos, mas sim em serem compromissados com a sublime tarefa de influenciar os filhos a se tornarem amigos do Salvador ou ao menos seguirem o principal mandamento: amar ao próximo como a si próprio.

Revise suas próprias crenças. Pergunte-se quão convencido você está daquilo em que crê, do que professa e em que grau você o pratica. Pergunte-se que tipo de vida espiritual você quer para os seus filhos e como lhes dará isso. Lembre-se de que o exemplo e o que os seus filhos veem são os fatores que mais educam. Você vai à missa aos domingos? Reza com frequência? Vive constantemente na presença de Deus?

Inclua a espiritualidade na vida dos seus filhos desde cedo. As crianças muito pequenas não compreendem quem é Deus, mas se você lhes falar dele, começarão a se familiarizar e a conhecê-lo. Conte-lhes a história sagrada em forma de conto; fale da vida dos santos; reze com os seus filhos.

Aproveite as atividades da vida cotidiana para ensiná-los a viver uma espiritualidade natural e espontânea. Ensine-os a agradecer por tudo o que têm: pais, amigos, avós, cachorro, talentos… Ensine-os a dar aos que têm menos, a compartilhar, a amar.

Dê aos eventos sagrados toda a importância que merecem: Batismo, Primeira Comunhão, Confirmação… Destaque a grandeza que eles merecem, ensine que o mais importante é receber a graça de Deus e que é por isso que preparam um evento bonito, alegre, com todos os amigos e familiares. Mostre que tais momentos precisam de preparação e alegria, porque Jesus é o melhor que há. Você, como pai ou mãe, precisa estar convencido(a) disso para poder transmitir essa alegria, esse amor, essa importância.

Apoie-se em instituições, pessoas ou catequistas que possam colaborar com você nesta formação espiritual. Recorra à sua igreja, onde certamente haverá algum movimento bem estabelecido que lhe dê todos os elementos para alcançar isso com maior facilidade, conseguindo torná-lo interessante.

Faça que tudo isso seja divertido, atraente. Que realmente gostem. Adapte a informação e a formação à idade dos seus filhos. Atualize-se: que seus comentários e exemplos se adaptem ao que eles vivem, escutam, percebem… Que não vejam a espiritualidade como algo do passado, coisa de velhinhos, que não tem relação nenhuma com sua vida. Pelo contrário: que a vejam como a arma maravilhosa que dá sentido às suas vidas.

Ensine-os uma forma simples de orar. Que conversem com Deus como conversam com um amigo. Que vejam Jesus como seu confidente, seu melhor amigo. Que reconheçam que Jesus pode escutá-los, ajudá-los, levá-los a ser melhores.

Confira um caráter “espiritual” a todas as festividades religiosas. Procure fazer um contrapeso com tanto materialismo e comercialização apresentados pela sociedade. O Natal é importante porque é o nascimento de Jesus. A Páscoa é importante porque Jesus ressuscita… E assim em cada festividade: preencha-as de conteúdo espiritual, sem tirar os presentes, a diversão. Que seus filhos entendam que é tudo bonito porque se tem Deus.

Com os jovens, aproveite suas inquietudes intelectuais, sua capacidade crítica, seu comportamento rebelde, para que estudem, aprofundem, pesquisem e finalmente se convençam da grandeza de Cristo. É preciso desafiá-los para que percebam que Jesus é quem dará sentido às suas vidas.

Tudo isso com um grande amor e respeito pelos nossos filhos, porque eles são merecedores do grande amor de Deus. Precisam conhecê-lo, senti-lo, amá-lo. Como pais, este é o nosso dever e nosso compromisso com Deus.

-----------------------------------------------------------------

PENSE NISSO

"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal".

Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Tire as dúvidas mais frequentes sobre gozar férias em julho



As férias de meio de ano já estão chegando e esses períodos são muito esperados pelos trabalhadores, proporcionando o descanso físico e mental necessário para renovar as energias e para aproveitar para viajar ou relaxar. Contudo, segundo o advogado Gilberto Bento Jr, presidente da Bento Jr. Advogados, são várias as dúvidas trabalhistas relacionadas ao tema. Para entender melhor, é importante o aprofundamento sobre o tema. Veja os principais pontos separados pelo especialista.

O que são as férias? Férias são períodos de descansos. Para se ter direito a esses períodos é necessário trabalhar por 12 meses consecutivos, o que é chamado período aquisitivo. Assim, após esse período desgastante de atividade laboral o empregado conquista o direito a 30 dias de férias com salário integral acrescido de um terço.

Esse acréscimo na remuneração visa proporcionar a possibilidade de desfrutar de atividades de lazer com sua família sem comprometer o sustento familiar, daí a obrigação da empresa em pagar, além do salário normal, o terço constitucional.

Quem define as férias? Já vi muitas brigas trabalhistas relacionadas às férias. Isso se dá pela confusão de conceito do trabalhador de que por ser seu direito essa poderá ser aproveitada quando bem desejar. Esse é um erro comum.

Ponto que poucos se atentam é que por mais que seja um direito do trabalhador, o período a ser tirado pode ser determinado pelo empregador. Assim, se o empregado quiser tirar as férias em outubro e a empresa decidir por dezembro, vale o que o empregador quiser. Mas, nesse ponto, o ideal sempre são os acordos.

Quando se perde esse direito? Há quatro situações nas quais o empregado perde o direito, conforme descreve o artigo 133 das Consolidações das Leis do Trabalho (CLT).  Essas são:

1- Quando deixa o emprego e não é readmitido dentro de um período de 60 dias subsequentes à sua saída;

2 - No caso do trabalhador que permanece em licença recebendo salários, por mais de 30 dias no período do ano ou que acumula esse período em faltas justificadas para ir ao médico, ao dentista, por falecimento de parente, em que são apresentados atestados para abono das faltas;

3 - Quando não trabalha pelo período de mais de 30 dias, em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa, recebendo o salário;

4 - Caso tenha ficado afastado do trabalho pela Previdência Social em função de acidente de trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 meses, mesmo que descontínuos.

Isso ocorre pelo motivo de que nesses casos o trabalhador já obteve o período de descanso, assim a Justiça entende que a finalidade é atingida e não haveria obrigação por parte da empresa em conceder novo período de descanso. Em todos os casos a perda do direito se dá por motivo alheio à vontade da empresa, ou seja, por força maior (paralisação da empresa), por vontade do empregado (licença por motivo de seu interesse, ainda que seja para resolver problemas pessoais, se for de consentimento da empresa) ou ainda, por motivo de doença ou acidente.

As faltas justificadas podem colocar as férias em risco ou reduzir o período de 30 dias drasticamente. Com até 5 faltas justificadas há a garantia dos 30 dias de férias. De seis a 14 faltas, estão garantidos 24 dias; de 15 a 23 faltas, 18 dias; de 24 a 32 ausências, 12 dias. Acima de 32 faltas, o direito às férias remuneradas é perdido de acordo com artigo 130 da CLT.

Como funciona a venda das férias? Outro ponto que causa grande confusão em relação ao tema é a possibilidade de venda de férias. Essa é sim possível, desde que a solicitação seja do trabalhador, com objetivos de aumentar a renda. O empregador não pode impor a venda desse período.

Caso o trabalhador opte pela venda, ele deverá comunicar a empresa até quinze dias antes da data do aniversário do contrato de trabalho. Resta ao empregador decidir o período do ano em que as férias serão concedidas, pagando o valor proporcional aos dez dias que o funcionário vai trabalhar. Importante é que o período máximo de férias permitido para se vender é de um terço.

Mas fique atento, muitas empresas sequer consultam os empregados para saber se este quer ou pode sair 20 ou 30 dias, simplesmente emitem o aviso e recibos de férias já com 10 dias convertidos em abono, os quais sentindo-se constrangidos em negar o pedido, acabam cedendo à vontade da empresa por conta da manutenção do emprego.

Pode haver divisão de férias? Existem também os casos em que os trabalhadores podem dividir suas férias, mas isso também dependerá de um acordo com o patrão, lembrando que isso só ocorrem em casos que as férias forem individuais. Mesmo assim a divisão terá que ser no máximo em dois períodos, não podendo ser nenhum deles menor que 10 dias. Já nas férias coletivas pode haver fracionamento mesmo que não haja anormalidade – logo, o tratamento das férias coletivas é diferente.

---------------------------------------------------------------------------------

PENSE NISSO

“A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades”.

Millôr Fernandes

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Exercitar a cidadania é o caminho mais seguro para dias melhores



Imagine-se escolhendo pessoas para trabalhar em sua casa, com amplos poderes para gerir até a sua conta bancária. Isso porque você não quer ter maiores preocupações. E num triste dia você descobre que está falido porque as pessoas que você elegeu para governar sua casa não tiveram competência para fazê-lo ou porque, confiantes de que você não os estava fiscalizando e nem tinha interesse em fazê-lo, passaram a desviar dinheiro para contas particulares secretas e a vender relíquias que você há tempos ignorava, esquecidas em algum canto da casa.

Da mesma forma que isso pode acontecer em uma casa, pode suceder em uma nação, onde as pessoas não exercem o seu direito e dever de cidadania. Sim, dever. Porque exercitar a cidadania não é só um direito, mas um dever de todos. A cidadania pode ser vivenciada de várias formas, desde o ato de votar, a preservação do meio ambiente, o respeito aos direitos humanos (dos seus semelhantes e dos diferentes), à observância aos princípios da democracia.

A Lei de Acesso à Informação (LAI) é um marco importante na evolução do processo democrático, mas para que apresente os resultados desejados é fundamental o envolvimento efetivo de todos, fazendo valer seus direitos.

Mais do que ter os órgãos públicos como nossos defensores, a população precisa torná-los aliados. Mais que isso, precisa assumir o comando do seu destino e usar as instituições públicas como ferramentas a seu favor, em benefício da coletividade.

Para os integrantes do site www.politize.com.br/cidadania , o voto é apenas o primeiro passo da atuação de um cidadão. Existem diferentes formas de exercer a cidadania, garantidas  por lei, ou até mesmo criar novas maneiras e estratégias para influenciar as políticas e decisões públicas.

Confira algumas maneiras de exercitar a cidadania, a democracia participativa, o  controle social e  influenciar nas decisões públicas municipais.

Conheça mais sobre os Conselhos temáticos da cidade e participe de algum deles, como o Conselho da Saúde, da Educação, do Meio Ambiente, entre outros.

Participe das reuniões do Orçamento Participativo (OP) para propor que as necessidades coletivas da sua região possam, de fato, entrar no orçamento público municipal. Caso não exista um OP na sua cidade, uma opção é ir à Câmara de Vereadores para propor a sua criação.

Acompanhe as Audiências Públicas de sua cidade, seja para discussão do orçamento público, para definições do planejamento urbano municipal, para licenças ambientais ou tantas outras questões relevantes. Quando houver outros assuntos de relevância social, proponha a realização de mais audiências junto à Câmara de Vereadores.

Monte um grupo de acompanhamento das sessões legislativas que monitore de perto todo o trabalho realizado pelos vereadores – assim como faz o pessoal do Voto Consciente (de São Paulo ou Jundiaí, por exemplo), que possuem inclusive uma cartilha explicando o método utilizado. Ou simplesmente adote um vereador para monitorar seu desempenho.

Fique de olho nos Portais da Transparência (da Prefeitura, da Câmara de Vereadores, de Tribunais de Contas e de Autarquias municipais), tanto para acompanhar as licitações, os gastos e as receitas, quanto para ver se as informações contidas estão de acordo com a LAI.

Solicite ao Serviço de Informação ao Cidadão as informações públicas que desejar receber para sua atuação cidadã. Este canal de comunicação entre governo e sociedade civil – que deve funcionar nos municípios brasileiros – tem a obrigação de disponibilizar dados públicos a todos os cidadãos interessados: tudo de acordo com a LAI.

Organize um “Observatório Cidadão” que possa acompanhar as metas municipais determinadas pela Prefeitura e monitorar as políticas públicas da cidade – algo inspirado nas iniciativas da Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, tais como: a Rede Nossa São Paulo, o Instituto Nossa Ilhéus, Ilhabela Sustentável etc.

As formas e estratégias de participação e controle social são infinitas. E é importante que estejam sempre conectadas com o que é coletivo. Isto é, a participação social, no campo democrático, precisa estar associada à ampliação de direitos, ao acesso à cidade e à inclusão social.

Então, essa é a hora de abrir a caixa da criatividade política e arregaçar as mangas para uma aproximação cada vez maior entre a sociedade civil e a gestão pública.

-------------------------------------------------------------------------------- 

PENSE NISSO

“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar”.


Machado de Assis

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Mudança consciente de hábitos é o caminho para reduzir o sedentarismo



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente o último levantamento sobre a prática de esportes e atividades físicas na população de 15 anos ou mais, apresentando um dado alarmante: mais da metade da população brasileira está sedentária. A discussão sobre o que pode ser feito para que esse quadro seja pelo menos minimizado volta à tona.
Para o preparador físico Marcio Atalla a qualidade de vida se resume a uma somatória de hábitos relacionados à alimentação e prática de exercícios físicos. Porém, a situação atual dos brasileiros, que estão cada vez mais obesos (de acordo com o Vigitel 2016) e sedentários (conforme a pesquisa do IBGE), mostra que eles estão indo na direção contrária a um estilo de vida saudável. Confira as dicas do especialista.


A falta de tempo é uma das frases mais utilizadas por aqueles considerados sedentários (38,2%), seguida de 35% que alegam não gostar de se exercitar. O não gostar de exercício é muito natural. Olhando para a evolução das espécies, o ser humano nunca fez atividade física por prazer, mas por necessidade. É uma questão de encontrar o que gosta: talvez não seja a caminhada e sim a natação. Ou a aula de dança. Com certeza, cada pessoa tem um tipo de atividade que agrade, basta descobrir qual é.

Em relação à falta de tempo, essa é uma realidade, principalmente em grandes centros urbanos, mas pode ser adaptada. É preciso ter em mente que para deixar de ser sedentário, não precisa começar a andar todos os dias durante uma hora.

A mudança é feita aos poucos e de diversas maneiras: subir as escadas do lugar onde se mora ou trabalha, nem que seja, no início, poucos andares; se programar para a cada uma hora sentado, se levantar e circular para que o corpo não se acostume com a inércia; optar por estacionar o carro em vagas mais distantes do local de destino, entre outros, são atitudes que começam a fazer uma importante diferença na saúde.

Essa é a oportunidade de mudarmos o cenário do país e investirmos na saúde, para mais tarde colhermos os frutos de uma população mais sadia, disposta e independente, pois se continuarmos nesse caminho, os danos serão cada vez mais difíceis de serem reparados.

O sedentarismo tem um custo violento, estimado em 68 bilhões de dólares por ano. Além de afetar a saúde, há um impacto em diversos outros âmbitos, como a economia dos países, o que mostra a importância de se repensar sobre o que é feito atualmente com foco na prevenção e voltar-se à medicina primária.

“O problema vai além de medidas superficiais e insuficientes, como sobretaxar ou reduzir ingredientes dos produtos. São necessárias boas políticas de saúde pública para munir as pessoas de informação, principalmente sobre prevenção e educação. Com a mudança da previdência, por exemplo, em 2040, cerca de 30% da população terá acima de 60 anos e se essa mesma parcela chegar até lá doente e sem autonomia, o quadro ficará insustentável”, conclui.

Segundo o IBGE, a população acima de 60 anos é a que menos se exercita, o que não se relaciona apenas com limitações da idade. Essas pessoas afirmam não se sentirem acolhidas em ambientes como a academia, que, para elas, são locais destinados ao público jovem. Atalla conta que em sua intervenção em Jaguariúna, onde colocou em prática um projeto com foco na mudança do estilo de vida da população, algumas ações foram destinadas à terceira idade, fazendo com que fosse possível que essa geração também se movimentasse mais: 

“Propusemos que, após assitir à TV ou fazer outro tipo de atividade que não exigisse movimento, num período de aproximadamente uma hora, essas pessoas se levantassem e andassem pela casa durante seis minutos. No final do dia, elas juntavam mais de 40 minutos de movimento e nem percebiam!”.

Depois adquirir o hábito e reconhecer os ganhos fica mais fácil se movimentar. A primeira melhora é na disposição e no condicionamento cardiovascular, que se vê em uma ou duas semanas. Já com relação a ganhos mais efetivos, em até dois meses nota-se grandes melhoras nos índices glicêmicos, diminuição da pressão arterial, entre outros.
Responsabilidade e equilíbrio

Grande parte da população brasileira não tem condição financeira para investir parte de sua economia na atividade física. Porém, nem sempre tem por perto parques públicos que estejam preparados para recebê-las. Com isso, esse público quase nunca é estimulado a sair do sedentarismo.

Além do movimento, a alimentação tem um papel fundamental quando se trata de um estilo de vida mais saudável. Assim como o sedentário não deve de um dia para o outro começar a participar de maratonas, as pessoas também não devem acreditar em radicalismos com relação à alimentação. Dietas restritivas, excluir um ingrediente especificamente ou se restringir a comer apenas determinados alimentos não fará com que o estilo de vida se torne saudável.

“Aumentar o consumo de hortaliças, vegetais e frutas e diminuir o de gorduras e açúcar não vem contribuindo com a diminuição da obesidade. Por outro lado, sobretaxar alimentos ou políticas de redução de ingredientes, por exemplo, também não resolve. Já temos exemplos em outros países que tentaram esse tipo de ação e não deu certo.

O problema é profundo e envolve educação populacional, o que não se faz da noite para o dia. Às vezes, determinado alimento até então “vilanizado” por exemplo, será o que vai dar um pouco mais de energia para o filho de alguém de baixa renda que só tem condições de consumir isso no momento. É preciso olhar o todo e não os detalhes. O trabalho feito em Jaguariúna é exemplo dessa realidade”, afirma o especialista.

-------------------------------------------------------------------------------- 

 PENSE NISSO

“Semeie a paz, o amor e a compreensão, mas trate com firmeza quem te trata com desprezo. Gentileza não é sinônimo de ser capacho”.


Frase atribuída a Gandhi